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O CINEMA QUE MORA NA MINHA SAUDADE

Aurora Miranda Leão

ISBN: 978-65-5889-141-3
DOI: 10.46898/rfb.9786558891413

Sinopse

Um texto bem escrito, leio-o lentamente. Explico: por hábito, leio muito mais rápido do que deveria e com sofreguidão. Por isso, preciso, às vezes, ler várias vezes.
Já o que leio com seriedade ou emoção, preciso retirar do computador em cópia impressa e deixar o texto sobre a mesa para consultas até que em determinado momento capturo seu sumo. Sinto imediata felicidade, indizível!
O hábito de ler, sempre e sempre e muita coisa, habituou-me a essa disjuntiva: o que preciso reter, compreender em profundidade, sentir, é devagar, a saborear e respeitar o texto, assim como antes de ter o colesterol alto eu roía, felizardo, a delícia de um pedaço de torresmo torradinho.
Li estes eloquentes textos de minha querida amiga Aurora a meu modo, devagar, deliciando-me com a extrema sensibilidade desta mulher que conheci ainda menina e cuja aura iluminada logo me fez antever estar ali uma futura profissional da escrita, gabaritada e com um dado fundamental para quem escreve: a extrema empatia com quem torna-se objeto de seu olhar.
Aqui não se trata de um prefácio. Primeiro, por estar certo de que prefácio só vale muito tempo depois que o autor morre, como análise de sua obra já sedimentada. Segundo, por acreditar, sinceramente, que livro algum precisa de prefácio. Pois cada livro é um mistério. Não há por que aparecer um “entendido” antes do escritor para tecer-lhe loas ou dizer-nos o que vamos ler. Um livro vale pelo que é e não pelo que se diz a seu respeito. Sempre.
E no caso deste O cinema que mora na minha saudade, tudo vale porque escrito com a emoção e simplicidade só encontráveis em almas tão generosas como a da autora que ora se apresenta. Mas sendo Aurora uma amiga profunda e querida de tantos anos, não poderia me furtar a dizer estas singelas e sinceras palavras de quem acompanhou o desabrochar desta jornalista, sempre a gostar de mim muito mais do que mereço.
Sem pudores e com muito carisma, Aurora descortina ao leitor o que lhe toca fundo à alma: desde a chuva caindo de mansinho na sua janela ao apreço pela poesia de Vinícius e a Bossa Nova, o nenhum preconceito com as mais variadas formas de expressão artística até sua corajosa postura diante de temas polêmicos, a autora revela-se uma escritora de rara força intelectual e invejável estilo.
Conheci Aurora menina encantada e hoje sou amigo de uma mulher com o mesmo entusiasmo e doce espanto por viver. Um prazer, portanto, a leitura de todos os textos que você, leitor, por certo percorrerá com o mesmo interesse despertado neste velho guru.
Nós, leitores, é que estamos de parabéns com estas saborosas páginas.
Artur da Távola
Rio de Janeiro, julho de 2006

Data de publicação:

26 de julho de 2021 16:44:12

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