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ANÁLISE DE MODELOS: ATIVIDADES DE MATEMÁTICA PARA SALA DE AULA

Emerson Silva de Sousa
Francisco Robson Alves da Silva

ISBN 978-65-5889-183-3
DOI: 10.46898/rfb.9786558891833

Sinopse

A busca pela melhoria da qualidade do ensino de Matemática, não só no Brasil, mas em todo o mundo, tem sido alvo de muitos esforços da parte de professores, pesquisadores e especialistas da área. Como consequência prática dessa busca, temos visto nos últimos anos o surgimento de novas estratégias de ensino que, em geral, visam essa melhoria. Uma dessas estratégias é a Modelagem Matemática (no contexto educacional) que, no Brasil, já é conhecida a mais de três décadas.
Com a finalidade de auxiliar o professor na tarefa de tornar a Matemática escolar mais significativa e motivadora à aprendizagem do estudante, a Modelagem Matemática se apresenta como estratégia de ensino que oportuniza uma interação mais próxima da Matemática com a realidade do estudante, possibilitando que ele consiga relacionar os conteúdos estudados em sala de aula com as situações reais de seu cotidiano e de seu interesse.
Alguns questionamentos, no entanto, têm sido levantados: Como implementar a Modelagem na prática em sala de aula? Quanto tempo deve durar uma atividade de Modelagem? Como lidar com os conteúdos curriculares em atividade de Modelagem? Quem deve ser o responsável por definir os problemas (professor ou estudantes)? Esses e outros, têm sido os questionamentos recorrentes entre professores que se propõem e ousam transpor a barreira do ensino tradicional em favor de uma opção pedagógica mais criativa e motivadora.
Essas dúvidas, no entanto, apontam alguns obstáculos que podem dificultar a implementação da Modelagem como estratégia regular de ensino, principalmente na Educação Básica. Bassanezi (2002) destaca como principais dificuldades nessa implementação, os seguintes obstáculos: pouco tempo para realizar as atividades; o cumprimento do conteúdo curricular em geral fica comprometido; insegurança do professor na implementação, seja por falta de conhecimento do processo ou por medo de se deparar com situações embaraçosas quanto às aplicações de matemática em áreas que desconhece; etc.
Diante desses obstáculos, felizmente, vários modos de implementar/incentivar a Modelagem em sala de aula têm sido propostos na tentativa de possibilitar uma melhoria na qualidade, tanto do ensino como da aprendizagem de Matemática na escola, além de oportunizar mais interação entre professores e estudantes envolvidos no processo. Um desses modos de implementar/incentivar a Modelagem em sala de aula é a Análise de Modelos (AnM). Indicada, a princípio para o ensino superior, como uma abordagem pedagógica que faz uso de modelos matemáticos já existentes para introduzir um conteúdo novo (SOARES, 2012, 2015; SOARES; JAVARONI, 2013), a AnM passa a ser concebida como um método de ensino de Matemática na Educação Básica (SOUSA, 2019).
Para Sousa (2019), a AnM, nessa perspectiva e nível de ensino, agrega basicamente três princípios essenciais que a caracterizam e servem como direcionamento no desenvolvimento prático das aulas. São eles:
1 - O uso de modelos matemáticos prontos;
2 - O uso de situações e/ou problemas da realidade;
3 - O desenvolvimento do conteúdo curricular (e não curricular).
De acordo com o autor, isso ocorre porque a AnM potencializa o uso de modelos matemáticos em variados contextos, em situações-problema interessantes para os estudantes, além de oportunizar um modo mais seguro de inicialização, pelo professor, no trabalho com Modelagem em sala de aula sem, contudo, se distanciar da estrutura escolar vigente, principalmente no que diz respeito ao cumprimento do conteúdo curricular programático.
Nessa perspectiva, portanto, a AnM é um método de ensino na Educação Básica que procura desenvolver o conteúdo curricular ao mesmo tempo que trata/discute de situações-problema da realidade, seja do cotidiano, seja de outras áreas do conhecimento.

Data de publicação:

25 de novembro de 2021 20:14:43

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